domingo, 12 de dezembro de 2010

Glória


Se toda verdade que eu tivesse a gloria de um rei fosse, teriamos uma deposição antes da coroa acomodar alguns fios de cabelo. Sei de alguma forma como as coisas funcionam, a grande questão está no fato que a menor distância entre pensar e agir não configura uma reta, mas uma sinuosa curva. Talvez por isso tantas vezes estou a trajar os mesmos erros. A glória só pode ser alguma coisa dentre as outras coisas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Tempero


Hoje fui a um restaurante vegetariano, lá havia um tanto de iguarias verdes, a primeira vista todas parecidas. Numa tentativa de entender melhor o que se passava obsvervei o nome do prato, mas para minha surpresa eu também não fazia a menor idéia do que se tratava aquele substantivo, muito menos o gênero. Restou-me duas opções: a primeira incentivava o degustar, a segunda negava a anterior. Num momento seguinte lá estava eu percebendo no derreter desse sabores que alguns eram intensos, outros nem tanto. Experimentei e destes não vou me arrepender... Ah se isso tivesse um tal nome feminino, muito menos importante que a voz de Deus falando por tras dos seus olhos, teria me parecido racional cometer uma loucura e acreditar no absurdo. Mas agora me resta o mal gosto de esperar que o mundo dê voltas como me prometeu o profeta popular. Até lá menina sem nome, que gosto você tem?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ASS.


Da natureza que se recria, muito se perde no caminho. Algumas vezes voltarei a procura; noutras, miro o passo a diante. Nessa estupenda experiência abro mão da estupidez, estendendo a fé para a vida que nasce agora, mesmo que a lágrima seque no rosto o afago de mais uma esperança.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pedra do Dinossauro


Disseram que morri, mas quem sabe apenas não fui percebido em outro lugar que não o de costume. Entre em cena comigo, que personagem seriamos? Certamente protagonista em grande parte; mas em outras ,tão numerosas quanto, somos coadjuvantes e -as vezes- estranhos na própria história. Uma cidade do interior de Pernambuco chamada Arcoverde possui um relevo conhecido por ''montanha do dinossauro". Passei algumas das minhas infâncias naquele lugar, no entanto nunca havia reparado no bicho mesozóico, até que um dia, me afastando para a cidade natal e olhando pela janela do carro as árvores que corriam no sentido contrário, deparei-me com o ser mais montruoso da história dos gibis. Desde este momento, não consegui ver outra coisa senão o lagarto e me indaguei como seria possível não fazê-lo antes; eu estava perto demais. Tropece em algumas coisas; mas outras, observe.

domingo, 18 de abril de 2010

Cadê você, cadê?




Receita: Cenário tenebroso( 9 da noite, rua escura, cruzamento chuvoso e lua vermelha no alto de um poleiro). Chico Buarque escreveu a música "sinal fechado"- onde tudo parece ser tão rápido e fugaz, exceto nesse dia. Sob a fraca luz de um poste uma menina sentada chora, e a julgar pelo corpo encharcado, preferiu proteger com uma sacola azul a mercadoria sobre sua custódia comercial. Soluços fortes soavam como "Aparece". Onde eu estava? Exatamente lá, eu era aquela guria; vocês são aquela criança. Perguntando-se tantos por quês e ninguém cai do céu a não ser a própria chuva que não consegue abrir seu guarda e se intocar. É a política? É a religião? Ou o cabaré que encheu o mundo de filhos. Esse silêncio todo me atordoa, atordoado permaneço atento. Vou tomar um banho de compaixão, quem sabe entenderei um pouco daqueles encharcados de injustiça. Cadê?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dolce vita

video

Como é construido um sonho? A dedução talvez fosse a melhor forma de descobrir, outrora não existisse a sedução. Aquela pontada de fé que incomoda o peito quando o silêncio arranha a vontade, dizendo a braços e pernas que a ordem do tempo é agora. Quem dera as decisões fossem sorvete de morango ou chocolate- ai,ai,ai se eu soubesse antes o que se faz. Onde vou chegar? Como? Quando? Nunca saberemos, mas se houvermos de morrer pelo amor, é melhor que vivamos por ele.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Miss



Sem Tina

Minha Vida num quê de pecado
Lançada foi na sorte de dardos
Deferidos em forma de rio
Carregaram meu olhar no fluxo do riso

Tingimento de luz num céu casto
Nada ficou intacto
Agora o que restou foi a prece
Ela, milagre em calor cresce

Eu quero é viver em paz
Por favor se deixe louca
Sossegando meus sonhos na macia boca
Encontro nos abraços o seguro cais

E quando bater o cansaço
Eis de vislumbrar no inverso de roma
Que a duração da saudade oferece o coma
Num coração que sente falta de um pedaço

Khalil N.